“Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar”
Candeia
Vago pela madrugada, cidade de cães, meninos de rua e ratos, ando calado, mãos me tremem, só um marginal saberia minha solidão, tenho a fome e nunca como, ando com muita fome, muita pressa, anestesiado pra aguentar, três cigarros no maço amassado, um na boca, a cerveja quente na mão… malandros, trabalhadores, putas e viados circulam nas esquinas sujas. Enquanto não me acabam os cigarros, procuro meu entre-lugar entre essa gente, procuro me encontrar, e madrugada e cigarro e cerveja, se é hora de amanhecer e passou o efeito, talvez eu vá dormir com peito me doendo ou até chorar…

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